Aldeia de Omakutu, Município de Namacunde – Projecto CRC
No âmbito do Projecto “Construir Resiliência nas Comunidades” (CRC), financiado pelo Pão para o Mundo e implementado pela Associação Luterana para o Desenvolvimento de Angola (ALDA), realizou-se, no dia 24 de setembro de 2026, na aldeia de Omakutu, município de Namacunde, uma formação dirigida aos membros do Comité de Desenvolvimento da Aldeia (CDA) sobre a elaboração e implementação do Plano de Ação de Redução de Riscos.
A formação deu continuidade ao trabalho desenvolvido anteriormente pelos membros do CDA, durante o qual foram identificados os principais riscos que afectam a comunidade e definidas possíveis medidas de prevenção e mitigação. Nesta sessão, os participantes foram orientados a transformar as medidas identificadas em ações concretas, organizadas e passíveis de implementação pela própria comunidade.
A actividade foi conduzida pelo Assessor de Programa da ALDA, Adão Mateus, que orientou os participantes sobre a importância do planeamento, definição de prioridades, distribuição de responsabilidades, identificação dos recursos necessários e acompanhamento das ações previstas no plano.

Do diagnóstico à implementação das ações
Durante a formação, os membros do CDA foram incentivados a olhar para os riscos identificados não apenas como problemas da comunidade, mas também como situações que podem ser enfrentadas através de planeamento, organização e participação colectiva.
A abordagem permitiu reforçar conhecimentos sobre como definir as ações prioritárias, quem deverá assumir cada responsabilidade, quais os recursos necessários e como acompanhar o cumprimento das actividades previstas.
A participação dos membros do CDA foi igualmente importante para garantir que as ações definidas estejam alinhadas com a realidade e as necessidades da própria comunidade, fortalecendo o seu papel na prevenção e redução dos riscos.
Comunidade reforça capacidade de prevenção e resposta
A implementação do Plano de Ação de Redução de Riscos poderá contribuir para uma comunidade mais organizada, preparada e resiliente, permitindo aos seus membros assumir um papel mais activo na prevenção e resposta aos diferentes riscos que podem afectar as famílias e os seus meios de subsistência.
Espera-se que os conhecimentos adquiridos contribuam para a adopção de medidas práticas capazes de reduzir a exposição da população aos riscos, proteger os meios de subsistência e diminuir possíveis perdas humanas e materiais.
O processo poderá igualmente fortalecer a responsabilidade colectiva, a união e a capacidade de mobilização comunitária, promovendo uma abordagem em que a comunidade participa não apenas na identificação dos seus problemas, mas também na procura e implementação de soluções.

SACS como oportunidade para fortalecer as famílias
Durante a sessão, o Assessor de Programa da ALDA aproveitou igualmente a oportunidade para apresentar aos participantes o Sistema de Associações de Poupança e Crédito (SACS), destacando a sua importância, os seus objectivos e o contributo que pode dar para o fortalecimento das famílias e da comunidade.
Os participantes demonstraram interesse pela iniciativa e reconheceram os grupos de SACS como uma oportunidade para promover a poupança, melhorar a gestão dos recursos financeiros e contribuir para a melhoria das condições de vida das famílias.
Como resultado da sensibilização, os membros manifestaram a intenção de criar outros grupos de SACS na comunidade, com o objectivo de ampliar a participação e permitir que mais famílias tenham acesso a este mecanismo de poupança e gestão comunitária dos recursos.
Compromisso com a redução dos riscos
No final da formação, os membros do CDA manifestaram a sua satisfação com os conhecimentos adquiridos e comprometeram-se a colocar em prática as ações previstas no Plano de Ação de Redução de Riscos, assumindo maior responsabilidade na prevenção e redução dos riscos identificados na comunidade.
Através do Projecto “Construir Resiliência nas Comunidades” (CRC), a ALDA continua a apoiar as comunidades na aquisição de conhecimentos e no desenvolvimento de capacidades que contribuam para uma maior preparação, participação e resiliência perante os desafios que afectam as famílias rurais.
Juntos, construímos comunidades mais preparadas, organizadas e resilientes, capazes de identificar riscos e participar activamente na construção de soluções.
